O que tem haver com a psicologia com a economia? Ou a neurolinguística? Isso é uma crítica a economia tradicional que tem como base a racionalidade. Abordaremos de forma sintética o tema, destacando algumas diferenças entre a economia tradicional e racional. Mas tomando o cuidado de não aprofundar muito, esse artigo tem o intuito de melhorar a percepção desses dois conceitos usados no nosso dia a dia em nossas decisões e com isso dar uma compreensão simples dessa idéia.
Economia tradicional e Comportamental
Em contraposição a essa visão tradicional, a Economia Comportamental sugere que a realidade é diferente.
As pessoas tomam decisões com base em hábitos, experiência pessoal e regras práticas simplificadas. Aceitam soluções apenas satisfatórias, buscam rapidez no processo decisório.
Curto prazo, médio prazo e longo prazo.
Em relação aos prazos, os tomadores de decisão dentro da economia comportamental têm dificuldade em equilibrar interesses de curto e longo prazo e são fortemente influenciados por fatores emocionais e pelo comportamentos dos outros.
Os economistas comportamentais buscam entender e modelar as decisões individuais e dos mercados a partir dessa visão alternativa a respeito das pessoas. Influências psicológicas, emocionais, conscientes e inconscientes que afetam o ser humano em suas escolhas, são tentativamente incorporadas aos modelos.
A economia tradicional considera que o mercado ou o próprio processo de evolução são capazes de solucionar erros de decisão provenientes de uma racionalidade limitada.
A economia comportamental se vale de ferramentas heurísticas que são comumente definidas como atalhos cognitivos ou regras práticas que simplificam as decisões. Eles representam um processo de substituição de uma questão difícil por uma mais fácil (Kahneman, 2003). A heurística também pode levar a vieses cognitivos.
Considerações
Portanto, a economia comportamental traz elementos da psicologia para as finanças e é a arma secreta de muitos influenciadores da área financeira,se as pessoas fossem criaturas 100% racionais, a vida seria maravilhosa e simples. Só precisaríamos dar a elas as informações necessárias para que tomassem boas decisões, e elas imediatamente tomariam as decisões certas. Comem demais? Bastaria informá-las sobre as calorias. Se não poupam, bastaria dar-lhes uma calculadora de aposentadoria, e elas começaram a poupar as taxas apropriadas. Muito simplista, aprofundaremos essa abordagem em outros artigos, acompanhe nossa página para saber mais.
KAHNEMAN, D. “Maps of bounded rationality: psychology for behavioral economics”. American Economic Review, 2003.

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